terça-feira, 11 de setembro de 2012

Um Livro com Nosso Amor




Chorei de dor, 
no desejo de ter teu corpo abraçado ao meu.
És minha vida, meu ar...
Escrevi-te cartas ...
Cartas que não recebeste
Hoje as publiquei num livro escrito com amor.
Todos os dias o leio
fiz dele um simbolo da nossa força,
utilizei as folhas do livro da minha alma,
escrevi-as com lágrimas que corriam em meu rosto.
desenhei as palavras com pena de ternura,
deixei escrito o quanto nos amamos.
criei-o com paixão,
Com a força e a esperança da nossa vida.
Fi-lo em teu nome,
pois tu és o complemento de Mim

Amo-te amor,
Amo-te vida...
Amo-te porque sei,
que me amas com a mesma intensidade com que o sol namora a lua.
Embora distantes,
Amam-se ...

Espirito Cintilante

Enamorada de sonhos





Enlaço frases poéticas 
escritas quase sem pensar 
vogo nas asas do vento
quando fixo o teu olhar

Se amar assim for pecado
receio estar já condenada
Só de olhar a tua boca
já me sinto a ser beijada

Não te vou falar dos sonhos
que tenho quando adormeço
são tão loucos de ousados
que até eu mesma estremeço

De quando estivermos juntos
e numa casa ao pé do mar
fazer-mos amor na praia
desde a noite ao sol raiar

Catarina Bastos


Searas de trigo maduro
que o sol beija com fulgor
refletem brilhando nelas
deixando rastos de estrelas
os olhos do meu amor

Tem magia aquele olhar
encanta mais do que deve
sereia de um cantar cativo
semi breves e colcheias
num cantar sereno e leve

Trago o brilho do seu olhar
no meu coração gravado
para me lembrar num sorriso
cem saudades tão sentidas
de um paraíso tão esperado

Catarina Bastos

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

NOITE DOS “CAPITÃES DA AREIA”





JORGE AMADO

A cidade dormiu cedo.
A lua ilumina o céu, vem a voz de um negro do mar em frente.
Canta a amargura da sua vida desde que a amada se foi.
No trapiche as crianças já dormem.

A paz da noite envolve os esposos.
O amor é sempre doce e bom, mesmo quando a morte está próxima.
Os corpos não se balançam mais no ritmo do amor.
Mas no coração dos dois meninos não há nenhum medo.
Somente paz, a paz da noite da Bahia.

Então a luz da lua se estendeu sobre todos,
as estrelas brilharam ainda mais no céu,
o mar ficou de todo manso
(talvez que Iemanjá tivesse vindo também a ouvir música)
e a cidade era como que um grande carrossel
onde giravam em invisíveis cavalos os Capitães da Areia.

Vestidos de farrapos, sujos, semi-esfomeados, agressivos,
soltando palavrões e fumando pontas de cigarro,
eram, em verdade, os donos da cidade,
os que a conheciam totalmente,
os que totalmente a amavam,
os seus poetas.

O Apaixonado




Jorge Luís Borges

Luas, marfins, instrumentos e rosas,
Traços de Dürer, lampiões austeros,
Nove algarismos e o cambiante zero,
Devo fingir que existem essas coisas.

Fingir que no passado aconteceram
Persópolis e Roma e que uma areia
Subtil mediu a sorte dessa ameia
Que os séculos de ferro desfizeram.

Devo fingir as armas e a pira
Da epopeia e os pesados mares
Que corroem da terra os vãos pilares.

Devo fingir que há outros. É mentira.
Só tu existes. Minha desventura,
Minha ventura, inesgotável, pura.

DESEJO



Maria Teresa Horta

Descontrolo devagar
sobre o teu corpo,
os lábios de súbito desmanchados

e as mãos não cedem
nos teus ombros
... à sede de ter-te nos meus braços

Mas se desfeito
descubro nos lençóis
um suor curvado amachucado

Vou-te mordendo - voraz
numa doença
bebendo em delírio o que me fazes.

Tango Argentino






Hei-de inventar
uma forma de te chamar

que não seja apenas,
Amada -Amor
Adorada
ou
Querida,

Que contenha esses sentidos e também a emoção da paixão,
esse sentimento que pouco e pouco,
subtilmente insinuaste em mim de forma imparável,
esse romance que estás escrevendo ma minha alma,
esse brincar do teu olhar ardendo no meu peito,
essa estranha forma de seres e de não seres,

como um fogo ardendo,
um vulcão esplodindo,
uma saudade inquieta que não sei explicar...

Meu amor! meu amor!
eu não tenho a certeza
se tu és a alegria ou se és a tristeza!

Sei da beleza
que incendeia de festa os meus sentidos

És o meu
Tango argentino
misterioso e ousado
bailado
pelas noites que
o oceano recusa,

És a minha
Musa!

__Luíza Caetano