As palavras do poeta volteiam incessantemente em redor das portas do paraíso e batem implorando a imortalidade. Um grão de poesia basta para perfumar todo um século! O poema é o dedo do poeta apontando para o vôo do pássaro que está além das suas palavras.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Perguntas-me porque te amo,...
Vi o teu coração, mas apenas porque tu viste o meu.
Vi o teu sorriso ao mesmo tempo que viste o meu e sorri para ti ao mesmo tempo que sorriste para mim. Olhaste para dentro de mim, antes de me olhares. Ansiaste tocar a minha mão antes mesmo de saber se ela encaixava na tua, talvez já adivinhando o perfeito encaixe que iria acontecer. Leste a minha alma e coloriste as minhas noites antes mesmo de colorires os meus dias. Tornaste os dias mais claros, mais coloridos, mais leves de se viver. Tornaste as minhas noites menos solitárias, porque agora levo-te comigo no meu sonho, no meu sono. Preencheste com toque, com cheiro, com pele, com sorrisos, vozes, o vazio que crescia numa parte de mim. Abraçaste-me de tantas maneiras, antes mesmo de me abraçares. Dei por mim a querer partilhar coisas contigo. E, principalmente, tocaste a minha alma, e isso sim é algo que nunca me vou esquecer. A partir desse momento olhei para ti. A partir desse momento soube que ia olhar sempre para ti, não importa o caminho que ainda percorra, nem importa se fico no caminho ou se o percorro até ao fim. Em tudo te vou ver sempre. Em tudo te vou procurar sempre. Em tudo te vou encontrar sempre...
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
A dança Cósmica
Sou o Sol que te aquece e ilumina na penumbra
No meu magnetismo te rendes sem quaisquer forças.
No meu magnetismo te rendes sem quaisquer forças.
Sou a energia que te dá a força da vontade de viver
Sou a harmonia que te irradia de bem estar.
És a Rainha da noite.
És a Deusa Lua cintilante que reflecte a minha Luz
És Diana, Perséfone, Afrodite e ainda Ísis
És tudo em Uma.
Na penumbra és tu que mais brilhas e iluminas
És a minha metade quando estou ausente.
Quando estás em beleza e pleno esplendor
Crias influências mágicas que só tu presencias
Fazes que tudo cresça com mais vitalidade.
No calor da noite trabalhamos em acervo
Na partilha magnetizante das energias cósmicas
Desencadeamos sentimentos e paixões
Aos humanos terrestres necessitados
De puras experiências vivificantes.
Na minha Luz em momentos sincronizados
Dançamos os dois no céu azul radiante
Que é o nosso palco de teatro cigano
Vezes nos encontramos em fusão
Tal é a suavidade que encaixamos perfeitamente
Dos 400 ao 40 é a formula da perfeição.
J.M.²
És a Rainha da noite.
És a Deusa Lua cintilante que reflecte a minha Luz
És Diana, Perséfone, Afrodite e ainda Ísis
És tudo em Uma.
Na penumbra és tu que mais brilhas e iluminas
És a minha metade quando estou ausente.
Quando estás em beleza e pleno esplendor
Crias influências mágicas que só tu presencias
Fazes que tudo cresça com mais vitalidade.
No calor da noite trabalhamos em acervo
Na partilha magnetizante das energias cósmicas
Desencadeamos sentimentos e paixões
Aos humanos terrestres necessitados
De puras experiências vivificantes.
Na minha Luz em momentos sincronizados
Dançamos os dois no céu azul radiante
Que é o nosso palco de teatro cigano
Vezes nos encontramos em fusão
Tal é a suavidade que encaixamos perfeitamente
Dos 400 ao 40 é a formula da perfeição.
J.M.²
Na metade do Céu subido ardia
O claro, almo Pastor, quando deixavam
O verde pasto as cabras, e buscavam
A frescura suave da água fria.
Com a folha das árvores, sombria,
Do raio ardente as aves se amparavam;
O módulo cantar, de que cessavam,
Só nas roucas cigarras se sentia.
Quando Liso Pastor, num campo verde,
Natércia, crua Ninfa, só buscava
Com mil suspiros tristes que derrama.
Porque te vás de quem por ti se perde,
Para quem pouco te ama? (suspirava)
E o eco lhe responde: Pouco te ama.
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
Lisboa
Torquato da Luz
Nada sabes de mim e no entanto eu amo-te
pássaro inquieto e frágil que descansas
sob a janela do meu tédio.
Podia debruçar-me e súbito falar-te
mas ignoro as palavras necessárias:
estou aqui de passagem e não trago
outra bagagem que não seja o espanto
incrédulo de amar-te.
E por mais que te afastes e eu fique apenas
a contas com a dor do abandono
sei que não vai ser fácil esquecer-te
e ao cântico feliz de fim de tarde
da tua comunhão com as gaivotas.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
O amor é como um liquido transformador
Que enquanto quente se eleva e flutua no ar.
Por sua vez se arrefece congela e cria cristais,
Atingem e magoam o coração com suas farpas.
O calor está no âmago do próprio Ser.
O verdadeiro amor consiste apenas numa teoria
Para a maioria e esmagadora da humanidade.
A Luz que vem da alma conquista a Luz material
Da entidade unicamente quando, Evocada pelo amor.
É o despertar da Grande Mãe, em cada um de nós
A compreensão de que somos co-criadores com o Pai,
Podendo criar a "vida". Descobrindo o principio masculino
E feminino (animus e anima) em Sua essência divina,
Em perfeito equilíbrio interno.
Na vibração do amor, aprendemos a harmonizar tudo
E vemos para além da bruma que rodeiam as pessoas
Vejamos e aceitemos as pessoas como elas realmente são.
Abrindo os Portais para este nível vibratório.
J.M.²
Bastava-nos Amar
Bastava-nos amar. E não bastava
o mar. E o corpo? O corpo que se enleia?
O vento como um barco: a navegar.
Pelo mar. Por um rio ou uma veia.
Bastava-nos ficar. E não bastava
o mar a querer doer em cada ideia.
Já não bastava olhar. Urgente: amar.
E ficar. E fazermos uma teia.
Respirar. Respirar. Até que o mar
pudesse ser amor em maré cheia.
E bastava. Bastava respirar
a tua pele molhada de sereia.
Bastava, sim, encher o peito de ar.
Fazer amor contigo sobre a areia.
Joaquim Pessoa
Beijo os teus seios e a tarde comove-se
Beijo os teus seios e a tarde comove-se
como se tocassem sinos
Levanto a tua cabeça entre os meu dedos e abro contra o dia os teus cabelos
e, logo, as aves do silêncio levantam vooe dançam loucas em volta dos teus olhos,
e a tua boca aperta-se,
morde
a minha boca
enquanto as minhas mãos vão procurando
nenhum deus à flor da tua pele
por esse caminho branco onde agonizam éguas
vestidas de primavera.
Joaquim Pessoa
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