sexta-feira, 10 de maio de 2013

Tesouro







Sabia da tua existência no basto Universo
Esperava por ti com total compreensão
Acabei por te descobrir pela radiestesia
E de te conquistar pela bondade do verbo.
Da entrega do teu amor abris-te-me o coração
Da tua magnificência arrebanhas-te o meu olhar
Da acendalha intensa do dialogo me cativas-te
Para te amar incondicionalmente com cortesia.
A plenitude da vida está no íntimo do próprio Ser
Mas ao ser alcançada pode ser ainda aumentada.
O belo pode ser sempre mais belo e resplandecente
Ao se ascender a mais brilhante Luz podemos
Sempre fazer-la brilhar da mais variada cor.
No conhecimento e sabedoria nos entregamos
Para a compreensão da vida e do desconhecido
Do Universo ao átomo, averiguamos textos
Para compreender que tudo é Amor.
J.M.²

sábado, 4 de maio de 2013





Flor nascida de entre rochas
A mais guerreira destemida
Enfrenta obstáculos obscuros
Na procura de se germinar.
Dias de luta em perfeita agonia
Luta, luta, pelas suas sementes,
Um dia poderem voar longe
De sua vitoriosa conquista.
De dias tórridos desmaia
Desejando o doce orvalho
Que quase todas as manhãs,
Chega ao seu generoso regaço.
Suas sementes as mais belas
De seu cuidado e amor.
Um dia germinarão também
Guerreiras flores como Ela.
J.M.²




Meu Tesouro, pedra preciosa resplandecente.
Da minha Luz percorrida pelos teus cristais
Transformados ao longo da ancestralidade
Pelo amor suave e persistente da Natureza.

Amo-te desde tempos vivificantes e milenares
Órbitantes em vários Planetas e Estrelas.
Dançando na doce melodia do Magnetismo
Boémio imperceptível aos olhos Humanos
É a sua energia que nos circunda e une.

Na sala das luzes do Universo bailamos
A mais magnetizante e transformadora
Dança da experiência no corpo humano.
O amor que é fruto da polaridade da acção
Do espírito e do fluxo contido no núcleo
Transformador do nosso livre arbitrário.

O vínculo originado é a faísca Divina
Ascendente e incandescente da dupla hélice
Do código carregado pelo nosso Criador
É no bailar do amálgama das experiências
Que ocorre a decifração e transformação
De sentimentos, consciência e do coração.

J.M.²

quinta-feira, 2 de maio de 2013

MAIO



Há sempre uma luz diferente nas manhãs de Maio.
Uma feminina claridade a arder pela manhã.
Muito terna, muito doce. Uma leveza de fragrância
Que envolve os ramos já vestidos de verde.

É sempre infantil este sorriso de seios alvos,
Este doce murmúrio da pele no despertar da rosa.
O esplendor crescendo manhã adentro,
Um crescer de sombra tão pueril no voar dos pássaros.

Apenas o aroma, um só aroma concorre
Com o brilho intenso d´uma orvalhada rosa.

Toda esta imortalidade de Maio me desassossega.

Como foi possível o sacrifício daqueles corpos
Tombados pelo chão, num clamor de justiça?
Como é possível que em Maio se celebre
O sangue fresco derramado pelo chão?
Quando só se deveria exaltar a claridade dos muros
Onde os lagartos expõem o sangue frio da pele,
E os namorados se encostam para selar com os lábios
A jura luminosa de uma lua, vivida na anterior noite!

Maio é assim: tão feminina, tão diáfana no olhar,
Tão sofrida na entrega, na contemplação plena
Das manhãs, em que a claridade nos surpreende,
Trazendo no seio o alvor duma luz perfeita,
Que se entornará até ao crepúsculo de Setembro.

Joaquim Monteiro




Dança comigo,
Solta tuas asas
Embaraça-as nas minhas
E roda comigo
Neste salão
De flores e ar,
De ventos e sonhos,
De prazer e amor

Dança comigo,
Deixa o som
Se entranhar,
Se consumir
Em nosso corpo
Deambular pela alma,
O sopro da melodia
Ser nosso voo
E nossas asas baladas
Por um sem tempo
Ocasos de espaço

Dança comigo
Sem motivo
Não me perguntes porque!?
Não é preciso razão,
Não carece de fundamento
Para dançar…
E a par te amar…

C.C. 


COISA TUA




Guardo-te na imensidão dos meus olhos como se fosses coisa minha, bocadinho de mim, plano que me eleva a uma dimensão que desconheço mas, onde permaneço num azul de lírios e lilases.
Acende-se no ar um perfume novo e tu, eterna navegante deste teu mar, que sou eu, aninhas-te na margem esquerda do meu peito, esquecendo o norte e o sul.
Tudo se centra em nós e até os rios, que correm majestosos, nos seus leitos engalanados de flores silvestres, procurando o mar, soletram as águas de mansinho, para que te possas refrescar e renascer na frescura das manhãs.
És coisa minha e eu, teu humilde servo que, de tanto te amar, me esqueço até de existir para os outros.
Não queiras, nunca, sofrer deste mal que me enfraquece, que me deixa exangue de tanto de amar.
Não quero muito de ti…
Ama-me, apenas, como se também eu fosse coisa tua, 
coisa, simples, sem a qual não possas passar!

Magnólia




(L)eio nos teus olhos, tempestade
(I)mensos campos, rubras flores
(B)eija-te a pele, essa saudade
(E)rgue-se no peito, um mar de dores
(R)ezas, esperançoso, ao teu Deus
(D)eitas-te no leito da recusa
(A)bres os braços à liberdade
(D)anças e ris depois do adeus
(E) emerge, gloriosa, a alma lusa.

Magnólia