sábado, 18 de fevereiro de 2012

De coisas que permanecem


 
Silvia Mello
 
Aprisionei lembranças
num frasco de perfume
congelei cenas
em porta-retratos
 
Evaporei saudades
em folhas secas
presas entre páginas
do livro favorito
Abandonei canções
em velhos vinis
momentos empoeirados
esquecidos na prateleira
 
Só não consegui...

 
Expulsar da mente
a voz que sussurra meu nome
apagar da pele
a tatuagem do seu toque.

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