EUGÉNIO DE ANDRADE, in CONTRA A OBSCURIDADE
...
Estão sentados quase lado a lado
no chão à espera que passe um barco,
a luz muito quieta
no regaço
como se fora um gato, o sorriso
antigo, a casa
à beira do crepúsculo
atenta aos passos nas areias;
era outra vez Abril,
chovia no jardim, já não chovia,
um aroma, apenas um aroma,
tornava espesso o ar.
Uma criança me leva rio acima.

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