As palavras do poeta volteiam incessantemente em redor das portas do paraíso e batem implorando a imortalidade. Um grão de poesia basta para perfumar todo um século! O poema é o dedo do poeta apontando para o vôo do pássaro que está além das suas palavras.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Sempre saberás de mim
Estarei onde o pássaro ensaia o voo
onde o corpo experimenta o grito
onde o mar se liberta aflito
de um vendaval maior
Estarei no meio do teu sangue
impregnado na tua carne
escondido no teu escuro
bem no cimo do muro
à tua espera
Sempre saberás de mim
ainda que não me vejas
ainda que não estejas
porque almas como as nossas
se reconhecem até mesmo não se vendo
..mas apenas se sentindo...
ainda que há distância de um sonho
de um rasgar de asa
de um cortar de céu...
são reis
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