segunda-feira, 9 de julho de 2012

Êxtase



Sedução além do corpo! Sublime!
Tentativa de pronunciar, desabafando...
A palavra que o poeta por vezes reprime...
E que apenas o momento acaba falando!

Sedução... A alma que se movimenta,
Sentimentos que esfrego no teu peito...
Com o ardor delicioso de quem tenta
Voltar a viver o amor já feito!

Já sentimos o calor em demasia,
Desidratados... Por um algo tão intenso!
Fazendo amor... nesta poesia,
Em partes perfeitas... Num todo imenso!

Procurando fluxos... Gemendo, gritando,
Falando por vezes palavras sem nexo...
Abraçados, unidos, na cama rolando,
Penetrados na alma do sexo...

O espelho revela este êxtase... Imagens,
Mas não se sabe se profanas ou sagradas...
De corpos desenhados como tatuagens,
No horizontal... Nas minhas madrugadas...

Mas, não há imagens que revele ou retrate,
Não há palavra que diga ou possa desenhar
Essa perfeita e sublime obra de arte,
Que nos faz loucamente amar!


Armanda Balinha - in "Almas Selvagens"



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