segunda-feira, 9 de julho de 2012

FLORES CELESTES





Deixo que a minha alma
adormeça suavemente nos teus braços.
Vejo um coração ardente meu
na pura beleza dos teus cabelos virginais.

Olho-me e adivinho-te no cheiro
distante de um perfume tão amado.
Nas minhas mãos deixo que cante
de alegria um espirito em êxtase.

A água da minha alma
é a mansa felicidade
onde se reflecte a luz da vida.

O meu sangue é inteiramente
um pensamento juvenil
que brinda as flores celestes.





CLÁUDIO CORDEIRO, « FLORES CELESTES »

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