As palavras do poeta volteiam incessantemente em redor das portas do paraíso e batem implorando a imortalidade. Um grão de poesia basta para perfumar todo um século! O poema é o dedo do poeta apontando para o vôo do pássaro que está além das suas palavras.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
FLORES CELESTES
Deixo que a minha alma
adormeça suavemente nos teus braços.
Vejo um coração ardente meu
na pura beleza dos teus cabelos virginais.
Olho-me e adivinho-te no cheiro
distante de um perfume tão amado.
Nas minhas mãos deixo que cante
de alegria um espirito em êxtase.
A água da minha alma
é a mansa felicidade
onde se reflecte a luz da vida.
O meu sangue é inteiramente
um pensamento juvenil
que brinda as flores celestes.
CLÁUDIO CORDEIRO, « FLORES CELESTES »
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